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A diferença do marketing político no 4 de Julho

4 Jul

Como já foi dito aqui, atualmente, a internet é uma das mais importantes ferramentas do marketing político americano. A equipe de Obama foi muito feliz por notar isso primeiro, e tem uma larga vantagem. Mas acredito que eles só fizeram isso, porque têm uma qualidade que parece apagada na equipe do seu adversário: Eles pensam antes de fazer as coisas.

Não estou dizendo que a equipe do McCain seja burra. Não é isso… Eles tem feito “direitinho”. A equipe do Obama é que tem feito “bem demais”. Eles não inventaram nada, apenas usam de uma maneira incrível!

Pretendo não me extender muito, portanto já mostrarei as imagens que estão no site de cada um, em alusão ao feriado mais importante deles, o 4 de Julho:

No site do John McCain, está aquela coisa normalzinha, do tipo: “Tenha um feliz quatro de julho”, que no caso foi colocado junto com um “safe”, e uma lembrança sobre as tropas americanas. Nada mais normal e óbvio.

Mas o Obama não. Ali eles relacionaram o 4 de Julho, com a campanha deles: “150.623 cidadãos declararam sua independência de um sistema quebrado”. E eles fizeram isso, doando ao menos 15 dólares para a campanha do Obama.

A equipe democrata pegou o 4 de Julho e usou para motivar as pessoas a doarem dinheiro para a campanha de um candidato que recusou o dinheiro público para financiamento de campanha.

Consegui me fazer entender? Por essa (e muitas outras), que digo que o pessoal do Obama faz algo que o pessoal do McCain parece não fazer: pensar antes de agir.

Os jovens eleitores americanos preferem a internet

25 Jun

Hoje, coincidentemente, estava me lembrando de um episódio dos Simpsons, em que o jornalista Kent Brockman está entrevistando o Homer, e acaba falando um palavrão depois de um acidente. Bem, ele estava ao vivo, e chocou até o entrevistado (!!).

Então ele sai pela rua, desesperado, e pergunta para o dono da loja de quadrinhos se ele tinha visto. E logo ouve a resposta: “Claro que não! Como qualquer pessoa normal, com menos de trinta anos, eu não assisto TV, uso a internet para me manter informado.”

A coincidência está no fato de que acabei de ler no site da AdAge, que foi feita uma pesquisa que demonstra que 64% dos americanos entre 18 e 35 anos, preferem usar a internet para se manter informados sobre as eleições e os candidatos.

Segundo alguns webworkers com quem conversei, a vantagem dos democratas nessa área é larga. Eles confirmaram o que a pesquisa demonstrou: 56% das pessoas, independente da escolha política, dizem que os Democratas estão fazendo melhor uso da internet. Apenas 13% disseram isso sobre os republicanos.

Bem, basta dar uma olhada nos sites: www.barackobama.com e www.johnmccain.com, para ver algumas diferenças gritantes. Desde o básico, como o design, passando pela qualidade do conteúdo, quanto pelo uso de ferramentas, como Flickr e Twitter, por exemplo.

Outra demonstração da larga vantagem democrata com esses eleitores, é o fato da página sobre Barack Obama no Facebook, hoje a maior rede social do mundo, ter 1.046.793 participantes, enquanto a de John McCain tem apenas 153.646.

Os “ânimos” também são diferentes. Enquanto a página do Obama comemora o seu sucesso, com uma linda arte dizendo que eles têm mais de 1 milhão de participantes, a do John McCain tem uma arte feia e um pouco apelativa com a frase “A Leader We Can Belive In” (Um Líder em quem Podemos Acreditar), em alusão ao elogiadíssimo slogan da campanha de Obama “Change We Can Belive In” (A Mudança na qual Podemos Acreditar).

Abaixo, as imagens que abrem a página no Facebook:

A página do Obama no Facebook comemora mais de um milhão de participantes.

John McCain

Se a eleição for, em grande parte decidida pela internet, como aponta a pesquisa, o novo presidente dos EUA será o Senador Barack Obama (estou só esperando o Jack Bauer saltar de trás de uma moita).

Mas a boa notícia para os Republicanos, é que a pesquisa demonstra que a maior parte dos eleitores, embora fosse votar no Obama hoje, não decide por ideologia  e  não se dizem Democratas. Eles foram conquistados pela comunicação, ou seja: No final das contas, não é sobre o candidato, mas sobre a ferramenta.

Enquanto isso, aqui no Brasil,  quando se fala em Propaganda Política na internet, se escuta: “Se não está previsto, é proibido.”…

McCain usa música de videogame, e compositor diz que não é ético.

23 Jun

O Senador Americano, e candidato do Partido Republicano, John McCain usou, em um comercial de TV, a música de um game: Medal of Honor European Assault. O jogo, que se passa na Segunda Guerra Mundial, serviu para que McCain, que lutou no Vietnã, falasse sobre guerra.

No comercial, ele diz que só um tolo fala da guerra como uma coisa romântica. Ele diz que odeia ela.

Ok, até aí tudo bem. O problema começou porque, pela primeira vez na história da propaganda política americana, a música de um jogo foi utilizada. E o compositor da música, é um ferrenho defensor do candidato democrata Barack Obama.

Christopher Lennertz, que compôs a trilha sonora do jogo da EA, não possui os direitos autorais da música utilizada, mas se sentiu ofendido por não ser consultado. Segundo ele, o que o Senador McCain fez não é ilegal, mas é antiético. Como ele pode usar a obra de um compositor que se alinha com a filosofia contrária a dele? Christopher chega a comentar que, além de antiético, o ato do senador republicano não é algo “americano”.

Abaixo, posto o pronunciamento do compositor, em inglês:

I have been receiving many emails and calls for the past week regarding the use of my music in a national television ad for John McCain’s presidential campaign. The ad is called “Safe” and prominently features a track entitled “Casualties of War” that I wrote for Medal of Honor: European Assault. While I do not control the ownership of this piece, I am extremely disappointed its placement in this commercial. I did not authorize the use and was not made aware of the situation. Regardless of party affiliation of support, I would like to think that someone who believes in the American ideals of business and creativity like Sen. McCain supposedly does, would not want to disgrace or inflict any hardship or ill-will on the artists who create in this country by using their works to promote products and agendas which with they disagree.

As an American, I have the utmost respect and admiration for our troops and all of their sacrifices. In fact, much of the inspiration for my music in this piece came from having a grandfather who served this country honorably as an officer in World War II. I respect John McCain for his service to this country, both in the military and in Washington, but I do not and have never supported his candidacy nor his agenda for this country. I am dismayed that my music has been used to promote his platform and even more disappointed that a candidate who claims to be the best voice for American entrepreneurs and business owners in this troubled economy so flagrantly ignored the most basic values and tenents of copyright and intellectual property. What, I ask, does such an action or oversight say about Mr. McCain’s regard for the intrinsic value of American products, services, or creations? Where does the line get drawn? Is it reasonable to use my music to sell tobacco, alcohol, or pornographic materials? Is it reasonable to use it to promote a religion in which I do not believe? Is it legal?…yes, perhaps, is it ethical?…I don’t believe so. Is it American?…definitely not by my standards.

As an artist, business owner, and patriot, I proudly support Senator Barack Obama for the Presidency of the United States of America…