O americano médio não existe mais. Agora, de quem você irá desfazer?
12 Oct
Caso você seja um intelectual incrível, uma pessoa politizada ao extremo, que tem todas as respostas “tão simples” para todos os complexos problemas do mundo, tenho uma notícia que vai te deixar triste: a partir de 2011 (em ano que os primeiros dados do censo americano serão revelados) você terá, oficialmente, uma pessoa a menos para desdenhar.
Disse à AdAge, o expert em demografia Peter Francese: “O conceito de um ‘americano médio’ se foi, provavelmente pra sempre. Esse americano médio foi substituído por uma sociedade complexa e multidimensional que desafia uma rotulação simples.”
Isso quer dizer que os americanos estão mais inteligentes, ou cultos? Não necessariamente. O que levará a extinção do americano médio, são as condições e estilos de vida. Os mercados estão mais segmentados do que nunca, as pessoas tem cada vez menos amarras, não dando bola e nem tendo os sonhos “tradicionais”. Elas também têm mais acesso a informação e liberdade para compartilhar, espalhar e criar conhecimento, produtos e criar seus próprios grupos.
Hoje em dia, grupos (alguns gostam de chamar de “tribos”) são criados e destruídos com uma facilidade gigantesca. Por isso, quanto maior a inserção no “mundo moderno“, maior a diversidade de uma sociedade. Criando, assim, a extinção de uma única classe ou estilo de vida, que represente uma nação.
E agora? Em quem você colocará a culpa dos males do mundo? No canadense médio?



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