Archive | Branding RSS feed for this section

Call of Duty: Modern Warfare 2 – Quase deu merda

21 Dec

Call of Duty: Modern Warfare 2 – Quase deu merda

Fico em dúvida: qual o grande lançamento do entretenimento, neste ano de 2009? Avatar, o esperadíssimo filme de James Cameron, ou o game arrasa-quarteirão da Activision, Call of Duty: Modern Warfare 2?

Será que isso pode ser medido por faturamento? Para quem acredita que sim, alguns números.

  • Avatar fez, no seu final de semana de estréia, uma bilheteria mundial de 232 milhões de dólares. E ainda tem muito chão pela frente.
  • Call of Duty: Modern Warfare 2 fez, no seu dia de lançamento, 310 milhões de dólares em vendas, apenas, nos EUA e na Inglaterra. Cinco dias depois, já tinha feito 500 milhões e teve uma grande data para aumentar os seus números, que é o natal (ainda não sairam os números).

As estimativas é de que ambos cheguem a 1 bilhão de dólares (nas mais positivas, o jogo faz isso até o final do ano, o filme, até março do ano que vem).

Mas quase que o CoD:MW2 não deu certo.

Uma nova franquia (Uma má idéia)

A Activision tentou lançar uma nova franquia. O primeiro Modern Warfare, foi lançado sob a asa da marca Call of Duty. Três jogos + expansões, haviam criado uma marca forte, e a softhouse resolveu mudar o cenário, saindo da Segunda Guerra Mundial e se focando em um conflito (fictício) atual. Foi um grande sucesso. Call of Duty 4: Modern Warfare era um jogo incrível e vendeu muito. Por isso eles tentaram lançar uma nova marca entitulada “Modern Warfare”.

Quem acompanhou a E3 2009 deve ter tido a mesma reação que eu: “Ei, cadê o nome Call of Duty no início do vídeo?” – quando viu o vídeo mostrado durante a conferência da Microsoft. Assim como vários gamers ao redor do mundo, fiquei desconfiado.

E a Activision percebeu isso e mudou a tempo. O jogo voltou a ser um Call of Duty, mesmo que o número 6 não faça parte do nome. Eu, juntamente com o resto dos jogadores desconfiados, gostamos e nos interessamos pelo game. E a Nielsen viu esses dados:

A mudança de nome, e a volta do jogo à marca “Call of Duty” foi em parte, a grande responsável pelo sucesso comercial do jogo, garantindo que quase o dobro das pessoas, esperassem pelo lançamento.

Eu não joguei, mas imagino que o jogo seja ótimo. Se você quer um review, tem um ótimo: Leia o review no Com Limão.

Três ferramentas para ajudar os usuários a espalhar sua marca ou site

3 Oct

Segundo a Nielsen, neste ano, experimentamos um grande aumento no volume de CGM (Mídia Gerada pelo Usuário).

Esse conteúdo, que é criado durante as 24 horas do dia, reflete os desejos, preocupações e percepções do usuário, que utiliza várias das milhares de ferramentas e meios a disposição.

Há não muitos anos atrás, os blogs não eram algo tão acessível assim. Haviam poucos serviços disponíveis (meu preferido, nessa época, era o Livejournal), e as mídias sociais eram algo tão novo, que não sabíamos muito bem o que fazer com elas. Hoje em dia, vêmos grandes possibilidades (e grandes cases que já existem), e isso está se refletindo na sociedade: o que antes era um fenômeno restrito aos apaixonados por tecnologia e aos mais jovens, chegou ao “mainstream“.

Segundo a Nielsen, nesse último ano, o tráfego do Facebook aumentou em 200% e o do Twitter em 1500%. Não só mais pessoas estão acessando esses serviços, mas gastando 67% a mais de tempo nessas mídias sociais.

Mas até onde as marcas e empresas podem aproveitar esse crescimento todo? Porque o desafio principal não é mais sobre como você vai fazer o consumidor chegar até a sua marca na web, mas como fazer ele espalhar ela pela internet.

Como o comentado foi o aumento de visitas no Twitter e no Facebook, quero citar três serviços e ferramentas para fazer isso:

twibbonTwibbon (Twitter)

É uma ferramenta que será usada diretamente no Twitter, e tem uma idéia bem simples: lembra daquelas fitas (ribbons, em inglês), que as pessoas costumavam usar para mostrar apoio à uma causa? Elas ficaram bem famosas na luta contra a AIDS, no início da decada de 90. Bem… A idéia é a mesma, ou seja, você pode colocar uma “fita” na imagem do seu perfil no Twitter. Essa fita é representada por um ícone, que servirá para mostrar a todos no Twitter, o seu suporte a uma causa, ou marca.

Crie um Twibbon (Twitter + Ribbon) com a sua marca, e estimule os seus clientes a usá-la.


tweetmemeTweetmeme (Twitter)

Essa é usada no seu site ou blog, mas serve para que os usuários divulguem o conteúdo que você criou, no Twitter.

O Tweetmeme é um serviço, onde você pode colocar um botão em cada novo post ou artigo. Nele, o usuário poderá clicar em “retweet”, e publicar automaticamente o link para o seu conteúdo. Nesse botão também aparece o número de vezes que alguém twittou aquele conteúdo.

E outra coisa legal, é que a cada vez que alguém twittar ele vai, automaticamente, colocar um RT @seutwitter, também divulgando o seu endereço no microblog.

Um ótimo exemplo no uso do Tweetmeme, é o Mashable.


fanpageFan Pages (Facebook)

Aposto que muitos profissionais, do mesmo modo que eu, quando foram levar uma marca ao Facebook pela primeira vez, pensaram: “Fan Page ou Grupo”? A resposta é: fan page.

Por quê? Por dois motivos: primeiro, é que ela permite a utliziação de aplicativos. Você pode usar aplicativos disponíveis para o Facebook (ou criar o seu).

O segundo motivo é porque toda vez que você fizer uma atualização, a mesma aparecerá nos feeds apresentados na página de abertura de cada usuário. Isso ajuda muito na divulgação.

Existem muito mais ferramentas e formas de fazer o público se engajar. Essas três são algumas das mais simples. Mas o mais importante, como sempre, não são as ferramentas, mas sim a forma de usá-las. Pense bem antes de instigar o público a espalhar a sua marca.

As vezes, uma ótima idéia leva um tempão para funcionar… Mas a merda se espalha rapidamente e de forma descontrolada… Tenha cuidado.

Video de apresentação da nova General Motors

2 Jun

Esse video foi ao ar, pouco depois da GM pedir concordata. Ele mostra que a maior montadora americana, que emprega muitas pessoas pelo mundo, inclusive no Brasil, tem esperança no seu plano de reestruturação. Ela vai começar do zero, mais enxuta e com novas metas.

O comercial termina com um link: gmreinvention.com

Será o fim das pick ups monstruosas?

Venda de produtos “Brand Store” cresce nos EUA e revela como essa crise está sendo enfrentada de maneira diferente

23 May

supermercado

Antes de começar, quero lembrar que as informações fornecidas pela Nielsen, que originaram esse post, são relativas ao mercado Norte Americano, mas creio que o cenário brasileiro seja igual ou, ao menos, muitíssimo parecido.

Não saberia qual o termo em português para “Store Brand“. A tradução literal é “Marca da Loja“, mas não sei se esse é o termo em “marketês” (ou qualquer outra língua falada pelos profissionais mais comentados e requisitados da comunicação moderna). Explicar o que é, já é mais fácil: sabe quando tu vai num supermercado e no meio dos produtos de marcas famosas, tu encontra um similar com a marca do supermercado? Isso é uma Store Brand.

Desde que somos apresentados ao maravilhoso mundo da televisão (creio que ainda seja um contato anterior à internet, para os pequenos), somos bombardeados com muita propaganda, anunciando os mais variados produtos e serviços. Por mais online que sejamos, a maior prova da legitimidade, confiabilidade e prosperidade de um negócio, continua sendo o anúncio de TV. Então imagine que (mesmo inconscientemente) você associa qualidade à várias coisas:

  • Valor do produto (quanto mais caro, melhor deve ser).
  • Acabamento do produto (embalagens mais bonitas e elaboradas, passam um maior profissionalismo e são mais sedutoras).
  • A quantidade das vezes que se é bombardeado por anúncios (como eu já ouvi, propaganda massiva é o que funciona. Se eles tem dinheiro para anunciar, devem vender bem. Se vendem bem, devem ser bons).

Segundo a Nilsen Consumer Insights, as Store Brands sempre tiveram uma imagem de produtos que são mais baratos, por deixar a desejar na qualidade. Por isso, ou as pessoas deixavam de comprar esses produtos, ou compravam “escondidos”. Mas já não é mais assim.

Quem nunca guardou um produto de melhor qualidade, para “servir às visitas”? Um exemplo corriqueiro: aquela bebida que só será aberta em uma ocasião especial, como um jantar comemorativo com as pessoas que se gosta.

Acontece que, agora, 70% dos consumidores fala que se sente confortável comprando produtos Store Brands, e 90% que servem esses produtos para as visitas.

Hoje em dia, esses produtos não são vistos como os melhores no seu segmento, mas a percepção mudou: eles já são admitidos como produtos de qualidade equivalente às marcas tradicionais. Mas não foi essa a principal razão do crescimento de suas vendas. Apesar de 13.2% dos compradores de produtos Store Brand, ser de consumidores que se preocupam com a qualidade tanto (ou mais) do que com o preço, o maior crescimento foi composto de pessoas de baixo poder aquisitivo: 27.5%. São pessoas preocupadas em esticar o orçamento.

E a importância dessa notícia é uma só: esse aumento não se deu apenas em produtos essenciais. As pessoas compram desde produtos de limpeza de azulejos, até produtos de limpeza de pele. Esse fato torna essa crise diferente das outras pela qual passamos: por imprudência ou oportunidade, ao invés de cortarmos gastos com o que não é essencial, temos uma alternativa para não baixarmos o padrão de vida. E por pior que seja a situação, todo brasileiro com 25 anos ou mais sabe que já foi muuuito pior… Ah, Sarney, muuuito pior…

Notas sobre algumas práticas para a implementação de Store Brands.

Ação de marketing: sucrilhos ajuda as crianças americanas a restaurarem seus espaços esportivos

9 Feb

Já faz um tempo que uma das palavras de ordem da comunicação é envolvimento. Isso acontece de várias formas: as empresas podem criar progamas ambientais, sociais ou qualquer outra coisa que transforme (ou pareça transformar) a vida da comunidade onde o seus produtos estão inseridos.

Fazia tempo que não via uma tão legal quando essa da Kellogg´s… sim, o Sucrilhos e seu Tigre! A empresa criou um programa de recuperação de campos de futebol, baseball e futebol americano, usados por crianças, para jogar.

Funciona em quatro fases: na primeira, as pessoas acessam o site www.frostedflakes.com, podem indicar campos em suas cidades, para participar da revitalização. Então, 100 passam para a segunda fase, as semifinais. A terceira fase é a apuração dos 30 campos escolhidos e a quarta e última fase é a própria restauração, que poderá ser acompanhada pelo site.

Isso já vem desde 2008, e talvez muita gente conheça. Eu não conhecia e fiquei impressionado, porque é a melhor ação de envolvimento que vejo em muito tempo. O pessoal da comunicação da Kellogg´s teve uma boa idéia, longe dos modismos atuais de anunciar milhões gastos em compensação de emissão de carbono, em ações que ninguém vê, nem tem certeza que existe. Eles estão melhorando as coisas de uma maneira simples e eficiente.

Sete vidas cartaz

Clique na imagem para ver
o comercial do SuperBowl

Texto do comercial:

No campo certo, é impressionante o que você consegue fazer crescer.

Coisas como auto confiança, amizade e valores para toda uma vida.

Só é preciso que alguém plante a semente.

O Kellogg´s Frosted Flakes está reconstruindo campos para as suas crianças jogarem, crescerem e se tornarem o melhor que podem ser.

Nos ajudem a decidir onde em: frostedflakes.com

“Cara, esse logo é de encher os olhos”. Ou “Um mundo sem semiologia”

6 Jun

Há quem odeie semiologia. Eu, sinceramente, achei a cadeira um saco, e todos os livros que eu comecei a ler sobre o assunto, são um porre. Tenho a impressão que especialistas em semiologia são um pé no saco (assim como o meu professor e como os textos que li). Mas, apesar de tudo isso, acho que é uma área muito importante da comunicação.

Então me encomendaram um logo. Fiz o logo e uma apresentação linda, explicando a origem de cada um dos elementos do logo, mostrando vários outros logos de empresas com o mesmo foco. Fiz uma pesquisa informal com um grupo focal (também informal), recebi vários elogios, depois de uns dois pequenos ajustes, todo mundo dizia que o logo passava os “sentimentos” que eu queria que ele passasse.

Acontece, que o cliente tinha embestado com um leão em um brasão de um advogado… Só que a empresa dele não tem nada haver com o leão. Mas ele inventou que queria o bicho de qualquer jeito. Nem terminei de mostrar a apresentação. Eu perguntei: “Tá querendo dizer que é pra eu começar do zero?” E ele disse: “Adivinhou. Começa do zero. Eu quero algo que encha os olhos!!”

Ok. As imagens abaixo, não são dessa empresa que eu estou trabalhando no logo. Mas eu sei que segue o mesmo raciocíno: “Que metodologia, que nada! Estudar publicidade é jogar dinheiro fora. Quero uma coisa que encha os olhos!” Então veja o logo de uma empresa de transporte, que faz o transporte escolar em Igrejinha!

Eu posso estar muito enganado, mas não é o símbolo de lixo biológico?