A Feira do Livro de Porto Alegre 2008 foi uma droga.

18 Nov

Como bom porto-alegrense, chega Julho (mais ou menos), e eu começo a juntar cada centavo. É o início de uma economia quase psicótica e desesperada, cujo objetivo é um só: gastar o máximo possível na Feira do Livro.

Tradição cultivada desde pequenininho, por mim, por meus amigos e por vários porto-alegrenses que aguardam ansiosos a primavera e os dias de chuva do que é, praticamente, o nosso “carnaval”. – Não, não somos todos virgens. Só o Porpeta, mas ele não guarda dinheiro para  Feira, só para o som do carro.

Então, num sábado fui feliz e contente para a Feira do Livro, doido para comprar tudo que eu achasse assinado pelo Neil Gaiman. Meus objetivos principais eram “Coisas Frágeis[bb]” e “Stardust[bb]“, mas queria “Deuses Americanos[bb]” e tudo mais.

Decepção é a palavra que chega mais perto do sentimento que tive durante a minha caminhada pela Feira do Livro. Que droga, aquilo. A Feira sempre foi um evento onde se podia achar livros baratíssimos ou com uma boa diferença do preço “normal”. E se achava essa diferença, só que pra cima!

O evento foi decepcionante. Os livros estavam mais caros, a comida estava um roubo. E não se achava o que queria. Deuses Americanos por 68 reais? Se comprar pela Internet, sai mais barato mesmo sendo o importado e incluindo o frete! E eu nem achei o Coisas Frágeis e nenhum outro dos que eu queria.

Feira do Livro de Porto Alegre? Fuja!

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