Blogueiros apoiam a luta contra o câncer de mama
1 Oct

Quando requisitado (assim como toda a blogosfera), para participar da blogagem coletiva #outubrorosa, já percebi os meus cacuetes tomando conta de mim: fui pesquisar mais sobre câncer de mama, buscar estatísticas, orgãos que tratam desse assunto, etc. Então parei para tomar um café, e percebi que eu já vivi isso. Então não preciso de ninguém pra me ajudar a dar um ponto de vista masculino sobre esse assunto.
Mulheres já fizeram muitas bagunças na história da humanidade. Já obrigaram, nós homens, a fazer guerra, amigos a brigar, ou mesmo desconhecidos sairem no tapa. Mulher de mal humor faz um estrago e na TPM… Nossa, isso já foi, até, desculpa legal para assassinato. Mas apesar de tudo isso, nós gostamos dela. E hoje em dia, elas estarem vivas é muito mais do que uma questão de afeição.
Famílias modernas e mulheres que mandam!
Minha família é bem moderna: tem vários divórcios ou viúvas (o que é algo bem mais tradicional). Fui criado em uma casa com 5 mulheres, e infelizmente já perdi uma delas. E várias outras para o câncer. Dos mais diversos tipos, e digo que é bem mais do que a perda emocional (mesmo que essa seja a maior).
Assim como a minha, muitas famílias são capitaneadas por mulheres, que estão lá não só como provedoras, mas como o centro da família. Sabe a “Mama”, que todos nós vamos procurar e pedir permissão e conselhos para comprar uma casa, mudar de faculdade ou matar os mafiosos da família rival? Pois muitas mulheres têm esse papel, e se elas morrerem, a família pode perder a sua direção e desmoronar, ou se dividir bastante.
Imagina isso com essa geração de filhos que saem de casa aos 40 anos? Que estrago, hein?!
Há anos que se fala em prevenção. Que quem ama se cuida… Se isso fosse o suficiente, nenhuma mulher morreria por falta de SE cuidar. Moro no RS que, se não me engano é o estado com a maior incidência de Câncer de Mama no Brasil. Falo que dói de todas as maneiras que descrevi, tanto por experiência própria, quanto por experiências que me rodeiam.
Então, leitores: conscientizem as mulheres a sua volta de que não é só porque gostamos delas que a prevenção é necessária. A questão é mercadológica: Muitas perdas inflacionariam o mercado de mulheres indispensáveis e traria crise.
Leitoras, se todo o discurso emocional (aplicado em vários lugares, mas não aqui), não é o suficiente, lembrem-se que vocês têm responsabilidades com suas famílias! Não as deixem sem a Mama! (trocadilho infeliz e não intencional).
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Update: o post da Irian Vasconcelos, feito hoje (08/10/2008), me fez perceber que eu e muitas outras pessoas que participaram da blogagem coletiva sobre o #outubrorosa, deixamos algo de fora: informações sobre prevenção. Parece óbvio, ou comum, já que quem escreveu sobre o assunto ou compartilha de alguma experiência pessoal, ou é bem informada. Mas como saber até onde vai o conhecimento de quem lê? Não é preciso uma explicação no post, mas um link para ela já é bem importante. Links são uma das maravilhas da internet e servem para bem mais do que indicar videos no YouTube. Sempre linkar explicações técnicas importantes: lição aprendida. Clique aqui e saiba como se prevenir.


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